CNJ toma posição sobre e a crise dos incêndios rurais

Os incêndios florestais em Portugal não são como uma fatalidade, mas como uma  “tragédia anunciada”, resultado de problemas estruturais profundos.

Causas Principais:

  • – Despovoamento do Interior: O êxodo rural levou ao abandono de terras, permitindo o crescimento de vegetação que serve de combustível.
  • – Monocultura de Espécies Florestais: A predominância de espécies altamente inflamáveis cria paisagens homogéneas que queimam com violência extrema.
  • – Fragmentação da Propriedade (Minifúndio): A existência de milhares de pequenos proprietários impossibilita uma gestão florestal coerente e eficaz.
  • – Declínio de Práticas Tradicionais: O abandono da pastorícia (que funcionava como controlo natural da vegetação) e da gestão comunitária das terras contribuiu para o acumular de combustível.
  • – Descoordenação no Combate: Falhas na coordenação entre as várias entidades de combate enfraquecem a resposta de emergência.

Soluções Propostas:

A solução, defendida pela CNJ, requer uma mudança de paradigma, com políticas públicas focadas na prevenção ao longo de todo o ano:

  • – Agregação de Terras: Criação de “bancos de terras” para gerir grandes áreas de forma coletiva e implementar planos de prevenção em escala.
  • – Revitalização do Mundo Rural: Promover o repovoamento do interior e valorizar a economia local.
  • – Gestão Florestal Sustentável: Diversificar a floresta com espécies autóctones e criar paisagens em mosaico.
  • – Valorização de Práticas Ancestrais: Apoiar a pastorícia como ferramenta ecológica de prevenção.
  • – Coordenação Eficaz dos Meios de Combate. Aposta na Prevenção de Base Local: Reforço de sistemas como os condomínios de aldeia, que privilegiem a segurança ativa e passiva das populações rurais.

A CNJ – Confederação Nacional dos Jovens Agricultores e do Desenvolvimento Rural defende que é essencial repovoar e gerir ativamente o território, reconhecendo que uma “floresta viva” precisa de pessoas e que as pessoas precisam de uma floresta economicamente sustentável para quebrar o ciclo anual de incêndios.

A Direção da CNJ

22 de Setembro, 2025

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